terça-feira, 15 de agosto de 2017

Com segurança em crise, Rio tem 1 policial militar morto a cada 2 dias

Munique Gomes, 32, mulher de policial militar morto no Rio; ele estava de folga na hora do crime
O cabo Silvio César da Silva, 39, andava desanimado nos últimos meses, ao assistir ao avanço do número de colegas mortos diante do colapso da segurança pública no Rio. Dizia "estar na fila". Sua vez chegou na noite de quarta (9), quando saía da festa de aniversário de sua mulher, em Realengo, na zona oeste da capital fluminense. Ele estava no carro quando homens armados o abordaram e anunciaram o assalto. 

Quando descobriram que era um policial militar, atiraram. Na estatística, ele foi o 94º policial militar a morrer no Estado do Rio de Janeiro neste ano, número que já saltou para 97 neste final de semana. Em menos de 24 horas, foram três PMs mortos, entre os quais uma cabo reconhecida como policial durante um assalto e um soldado baleado em um patrulhamento. 

Em 2017, o Estado teve um PM morto a cada dois dias. O número inclui mortos em serviço (21), em folga (56) e aposentados (20), todos vítimas de ações violentas. Nesse ritmo, caminha em direção à assombrosa marca de 200 casos em um ano –o maior número foi atingido em 1994, quando morreram 227 policiais.

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