A Justiça do Rio negou nesta segunda-feira (10) o pedido do Ministério Público para transferir o ex-comandante do Batalhão de São Gonçalo (7º BPM), o tenente-coronel Claudio Luiz de Oliveira, e o tenente Daniel dos Santos Benitez Lopes, para um presídio federal de segurança máxima. Eles são acusados de participar do assassinato da juíza Patrícia Acioli, morta com 21 tiros em 11 de agosto. Os dois estão presos em Bangu 1, no Complexo Penitenciário de Gericinó, na zona oeste do Rio.
O juiz Peterson Barroso Simão, da 3ª Vara Criminal de Niterói, na região metropolitana, decidiu manter os acusados no Rio até que a defesa dos PMs seja ouvida. Simão também aceitou a denúncia do MP, que acusa 11 policiais militares pelo crime de homicídio triplamente qualificado. Dez deles também responderão por formação de quadrilha armada.
Na mesma decisão, o juiz decretou a prisão preventiva de todos os envolvidos na morte da magistrada. Simão negou ainda o pedido da defesa de ex-comandante que pediu a transferência de Oliveira para o BEP (Batalhão Prisional Especial). Ele disse que a unidade é frágil e lembrou as recentes fugas de policiais presos.
O tenente-coronel nega participação no crime. A defesa do tenente Lopes ainda não se manifestou sobre a suspeita que recai sobre seu cliente. Dois cabos suspeitos aderiram à delação premiada e admitiram envolvimento no assassinato. O 11º suspeito detido, apontado como o policial que indicou o endereço da juíza ao grupo, também negou participação.

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