terça-feira, 27 de setembro de 2011

Julgamento pela morte de Michael Jackson começa hoje em Los Angeles

A Corte Superior do condado de Los Angeles, nos Estados Unidos, realizará nesta terça-feira (27) a primeira sessão do julgamento do médico Conrad Murray pela morte de Michael Jackson, 27 meses depois de o "Rei do Pop" ter morrido por uma overdose de remédios.
A audiência terá início às 8h45 locais (12h45 de Brasília) com as alegações iniciais de acusação e defesa, ao que seguirão as declarações de testemunhas.
Murray, de 58 anos e que era o médico pessoal do artista, foi acusado pela Promotoria de homicídio culposo e pode enfrentar uma pena de até quatro anos de prisão se receber um veredicto desfavorável.
Em uma audiência preliminar realizada em janeiro, o médico reivindicou sua inocência e se declarou inocente.
O coreógrafo Kenny Ortega, encarregado de dirigir os concertos "This is it", que o cantor apresentaria em 2009, será o primeiro a subir ao palanque para depor, segundo o jornal "Los Angeles Times".
Nesta terça, também dará seu testemunho Paul Gongaware, uma das pessoas que trabalhavam para a empresa que promovia os concertos, a AEG, e que será questionado sobre as conversas que manteve com Murray e Jackson.
Segundo o site "Radar Online", os filhos maiores do Rei do Pop, Prince Michael e Paris, de 14 e 13 anos, respectivamente, pediram a sua avó e tutora, Katherine Jackson, que os permita depor no julgamento, que tem a previsão de durar cerca de cinco semanas. Katherine não se mostrou afeita à ideia de expor as crianças ao processo judicial, embora os filhos de Jackson insistam em contar o que viram no dia em que seu pai morreu, segundo o site.
O julgamento, que terá um júri constituído de 12 pessoas, gerou uma grande expectativa midiática e será transmitido pelo programa especializado "In session", através da emissora "TruTV".
Na exposição inicial de seus argumentos, a Promotoria explicará que durante a investigação realizada após a morte de Jackson foram encontradas provas suficientes de que a má conduta de Murray levou o artista à morte.
Já a defesa do médico buscará semear a dúvida sobre a verdadeira participação de seu cliente na morte do artista e tudo aponta que tentará passar a imagem de Michael Jackson como um viciado em remédios cuja saúde estava muito debilitada.
Acredita-se que os advogados de Murray podem inclusive alegar que o próprio cantor teria administrado a dose do anestésico Propofol que, combinada com outros sedativos, teve um efeito letal.

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